terça-feira , 16 Janeiro 2018 - 14:42
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Audiência Pública discute violência contra parturientes e parto humanizado

Uma em cada quatro brasileiras diz ter sofrido violência durante o atendimento no parto. A violência contra parturientes e o parto humanizado foram temas de uma audiência pública realizada nesta quarta-feira (23), na Câmara Municipal de Teresina. 

Aprovada por unanimidade e proposta pela vereadora Graça Amorim a audiência teve como objetivo ampliar a discussão sobre os dois assuntos com a sociedade, além de propor medidas para garantir a humanização no atendimento às gestantes no momento do parto.

Kalline Matos é fisioterapeuta da Maternidade D. Evangelina Rosa e coordenadora da Comissão de Obstetrícia do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito 14). Ela afirma que ter o apoio do poder público para incentivar e garantir os direitos da mulher na hora do parto é fundamental. “Enquanto profissionais buscamos melhorar esse processo de assistência com a inclusão do fisioterapeuta no parto humanizado”, acrescenta a fisioterapeuta.

“A luta pela defesa dos direitos da mulher tem sido crescente, prova disso é o Movimento Pelo Parto Humanizado, mas é preciso que a falta de cuidado, ofensas verbais e a violência psicológica, ainda existentes, sejam punidas. A mulher deve ser protagonista do parto e ter conhecimento de seus direitos”, diz a vereadora Graça Amorim. 

Para a parlamentar, o Poder Legislativo tem criado diversas leis para defesa da mulher no momento do parto, como a lei municipal que garante que as mulheres grávidas de Teresina já possam ser acompanhadas por doulas durante o trabalho de parto, parto e pós-parto nas maternidades públicas da cidade, de autoria dos vereadores Edvaldo Marques e Rosário Bezerra. 

A afixação das leis existentes que tratam do tema, em maternidades e hospitais públicos, para que elas tenham maior visibilidade; cobrar agilidade do Governo do Estado, na construção da nova maternidade e a construção dos centros de parto nos municípios piauienses, foram alguns dos encaminhamentos resultantes da audiência. 

Lauro Cesar de Morais, presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (COREN-PI); José Ribamar Santos, diretor da regional de Saúde Leste-Sudeste, representando a Fundação Municipal de Saúde; Maria Alzenir de Moura Fé, representando a secretaria de Saúde do Estado do Piauí; Maria do Amparo Sousa Paz do Núcleo de Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar (Nupevid); a doula Naira Rodrigues; o Promotor de Justiça Márcio Fernandes; José Araújo, diretor geral da Maternidade Evangelina Rosa; Lúcia Maria do Rego Medeiros médica obstetra e representante do Conselho Regional de Medicina(CRM); representantes da sociedade civil organizada, dente outros. 

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