terça-feira , 16 Janeiro 2018 - 14:49
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Entidades e MPPI criticam fechamento de UTIs da Maternidade Wall Ferraz

Durante audiência pública na 29ª Promotoria de Justiça de Teresina, realizada nesta quinta-feira (14), o presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do Piauí (Crefito14), Marcelino Martins, criticou a decisão unilateral da Secretaria de Estado de Saúde e da Fundação Municipal de Saúde de fechar os sete leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da Maternidade Municipal Wall Ferraz (Ciamca).

De acordo com o presidente, as duas instituições ignoraram a sociedade e os Conselhos de forma irresponsável e criminosa. Para ele, a implantação do projeto irá sobrecarregar ainda mais o Samu e a Maternidade Evangelina Rosa, que hoje sofre com a grande demanda de pacientes de alto risco, composta por mães e bebês recém-nascidos.

“Extinguir esses leitos é reduzir ainda mais o que já é deficiente. Não há justificativas plausíveis para esse projeto. E isso acontece sem que a sociedade, especialistas e os Conselhos sejam ouvidos. Somos legítimos para acompanhar a aplicação dos recursos e questionar os procedimentos desse processo. Reivindicamos o direito de chamar a atenção para o fato de que a transferência de bebês prematuros extremos ou em estado grave entre hospitais é um procedimento de alto risco, podendo resultar no aumento da mortalidade”, defende.

Esta é a segunda audiência promovida pelo Ministério Público para discutir o assunto. A sessão foi conduzida pelos promotores de Justiça Eny Marcos Ponte e Fernando Santos e contou com a participação e um representante da Sesapi, membros de Conselhos de Entidades de Classe, Conselhos de Saúde, coordenadores do Ciamca e demais entidades envolvidas diretamente com o tema.

A ausência de um representante da FMS foi a mais sentida e criticada por todos os presentes. “O que chama atenção é que não se trata apenas de gestão pública, mas de sensibilidade e humanidade. A ausência de um representante da Fundação é uma demonstração de que o assunto não está sendo tratado com o devido compromisso, mas iremos continuar com nossa intervenção nem que para isso seja preciso judicializar o processo”, conclui o promotor de Justiça Eny Marcos Ponte.

 

 

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